quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Uns pitacos sobre o carnaval de rua no Rio



É passado o Réveillon e, dizem por aí, 2010 começa em uns 20 dias. Depois do carnaval, é claro. É evidente que isso só funciona para os estudantes cujas aulas começam no dia 22 e para quem gosta de adiar decisões ou afazeres. A despeito do calendário oficial, a folia já começou em diversos pontos da cidade e a bagunça generalizada (o carnaval) também.
Ano a ano minha paciência se esvai em meio aos confetes e serpentinas e cada vez gosto menos da balbúrdia carnavalesca. Os frequentadores dos blocos causam um enorme transtorno aos moradores das ruas e bairros por onde passam. Além do rastro de sujeira que deixam (latas de cerveja, garrafas, papéis, lixo de todo o tipo) e da poluição sonora em alguns casos, há o insuportável odor de urina e a violação de um dos direitos mais básicos do ser humano: o direito de ir e vir. A prefeitura sempre se compromete a colocar banheiros químicos e organizar o trânsito. Eu pergunto se alguma vez isso realmente aconteceu. E pergunto como uma pessoa que necessite passar com urgência pela Rua das Laranjeiras, por exemplo, fará em dia de desfile do "Volta, Alice" (vale lembrar que há ao menos dois hospitais e uma maternidade nas imediações).
A cereja do bolo nessa história toda é a, com o perdão da má palavra, palhaçada que muitos blocos fazem ao divulgar horários e dias errados de desfile. Ora, se a rua é um espaço público coletivo, a prefeitura (que funciona com impostos de todos) "participa" da folia e os transtornos causados afetam a todos sem distinção, não vejo coerência ou graça nessa brincadeira de esconde-esconde. Quer selecionar seu público? Desfile em local fechado, cobre ingressos. É simples.
Não estou defendendo aqui a extinção do carnaval de rua no Rio de Janeiro, que é uma tradição belíssima e democrática por natureza. Estou é me perguntando até que ponto ainda há beleza e democracia nessa manifestação tal qual está hoje em dia. É urgente que as medidas tão anunciadas pela prefeitura sejam colocadas em prática e em associação com os blocos e a Sebastiana. Só pra ficar claro, isso aqui é apenas porque, sim, eu gosto de frequentar (alguns) blocos, mas não nesse carnaval.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Minha comida preferida



Batata é o meu ingrediente favorito. Batata é uma delícia quando está cozida, assada, frita, com casca, sem casca, de qualquer jeito... Mas o meu prato preferido, desde criança, é o clássico dos bailes: arroz, feijão, bife e batata frita. Hoje eu fiz uma versão "adulta" desse prato com arroz, bife com cebolas no shoyu, saladinha de tomate com cenoura ralada e batatas rústicas. Segue a receita e a foto (que não tá muito boa, não, mas tá valendo).



Arroz
Não tem erro: é refogar 1 cebola cortada em pedacinhos e 2 dentes de alho amassados no azeite, jogar 2 copos de arroz, fritar um pouquinho e colocar 4 copos de água quente. Aí é só jogar sal (costumo colocar 2 colheres de chá), tampar e deixar 20 minutos no fogo baixo. Simples assim. (essa quantidade dá pra umas 5 pessoas)

Bife com cebolas no shoyu
Bom, o bife (foram uns 300g para 2 pessoas)é ao gosto do freguês. Eu tempero com sal e alho amassado mais ou menos 1 hora antes de fritar. Frito na manteiga. E gosto dele bem passado (podem xingar). Uma dica importante é não espetar a carne com o garfo durante a fritura. O ideal é usar aqueles pegadores, como os de gelo. Assim você não deixa o "suquinho" do bife sair.
Para as cebolas (2 médias), é só cortá-las em rodelas e dourá-las na própria frigideira do bife. Aí é colocar o shoyu (não muito, porque esse molho é super salgado. Foi no olho, mas chuto que tenham sido umas 3 colheres de sopa) e pronto.

Saladinha de tomate com cenouras raladas
É autoexplicativo. Eu gosto de tirar as sementes do tomate, mas fica a seu critério.

Batatas Rústicas
Essa batata é copiada da que tinha no finado Bar Atlântico, onde acontecia a festa Coordenadas. O irmão do maridón perguntou a receita pro dono do bar e me passou. Também é super simples.
Ingredientes:

- 2 batatas Asterix grandes (pra quem não conhece, é essa aqui)
- 1 molho de alecrim
- sal grosso (usei 2 punhados)
- azeite (usei 4 colheres de sopa)

Modo de fazer:
Essas batatas são servidas com casca, portanto, lave-as muito bem e cozinhe inteiras numa panela com bastante água. (Não deixe ficarem muito cozidas porque elas serão fritas depois. Creio que uns 20 minutos no fogo alto são suficientes) Corte em pedaços (como nas fotos, todos os pedaços com casca). Numa frigideira, coloque azeite (apenas para untar um pouco), as batatas e o alecrim. Frite levemente e coloque o sal grosso.

Pronto, agora você tem um almoço muito gostoso e simples de fazer!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro



Ontem, finalmente fizemos o amigo oculto do sofá rosa. E, como já está se tornando tradição, fiz meu bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro. Como ainda não tinha postado a receita aqui e promessa é dívida, finalmente, eis que surge, ele, o magnífico, o incomparável bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro! Essa é pra adoçar seu início de semana. Vamos lá:

Ingredientes:
- 4 ovos
- 4 colheres de sopa de margarina
- 2 xícaras de açúcar peneirado
- 2 xícaras de farinha de trigo peneirada
- 1 colher de chá de fermento
- 2 xícaras de Nescau peneirado
- 1 caixa de creme de leite

Modo de fazer:
Acenda o forno a 250º, para que vá pré-aquecendo. Quebre os ovos e separe as claras das gemas. Bata as claras em neve e reserve. Em outro recipiente, bata as gemas, o açúcar e a margarina até ficar cremoso. Junte a farinha, o chocolate, o fermento e o creme de leite. Continue batendo e adicione as claras em neve até ficar bem homogêneo. Despeje na assadeira untada (com margarina) e polvilhada (eu uso Nescau) e leve para o forno pré-aquecido. Asse por 10 minutos a 250º e depois por mais 20 minutos a 180º. Obviamente, jamais, em tempo algum, abra o forno durante o cozimento. Se quiser dar uma olhadinha, acenda a luz do forno e veja através do vidro, se abrir o forno, o bolo sola, vira brownie. Enquanto assa, faça uma cobertura de brigadeiro com 1 colher de margarina, 1 lata de leite condensado e 3 colheres de sopa de Nescau. Sugiro não deixar o brigadeiro engrossar muito, já que é pra ser uma calda, não pra enrolar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Super me identifico

Só não consigo saber se me identifico mais com a mãe ou o filho. But I don't eat fish.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Praça Saens Peña



Finalmente, hoje, consegui assistir ao "Praça Saens Peña", de Vinícius Reis (que estava saindo da faculdade de Cinema quando eu entrei, me lembro vagamente dele pelos corredores). E, de antemão, digo: passei boa parte dos meus 27 anos, 4 meses e 13 dias de vida na Tijuca. Minha avó viveu e morreu na Tijuca. Na casa onde viveu minha avó, viveram minha mãe, meu tio e eu. A casa está lá até hoje. Não é mais a mesma (eu também não sou), passou por uma grande reforma, após os falecimentos da minha avó e do meu tio, mas segue naquela vila, quase na praça que dá título ao filme, carregada de boas memórias. Foi lá que passei minha infância. Lá que de manhã, com minhas amigas, montava a casa da Barbie na calçada do lado direito, e quando a tarde vinha e o sol mudava a direção, a gente desmontava tudo e remontava na calçada do outro lado. Na Tijuca o sol é mais quente do que em outros bairros. Vivíamos tomando banho de mangueira e molhando os carros dos vizinhos. Desde essa época eu já me alimentava muito mal (ou muito bem, para o meu gosto, afinal) e minha avó, D. Maria, pedia escondido para as minhas amiguinhas me convencerem a tomar a vitamina que ela fazia: "tá gostoso, Dani, prova", eu ouvia num coro quase inútil e diário. Na Tijuca as provas de amizade se dão desde cedo. Fiz catecismo na Igreja de Santo Afonso e depois de todas as aulas, religiosamente, D. Maria me levava para comer um salgado com guaraná no Lecadô (era uma espécie de recompensa por eu ter acordado cedo no sábado e ido à igreja). Com frequência, íamos, as 3 mulheres da família, à Feira de Artesanato. Até hoje a barraca que vende bijuterias de prata continua no mesmo cantinho da Praça Sanes Peña e seus donos são os mesmos que me viram ganhar um "anel mágico" aos 6 anos de idade, comprar um "anel de lua e estrela" ao 17 anos e um outro, mais simples, há alguns meses. Assistia a todos os filmes da Xuxa e dos Trapalhões naqueles suntuosos cinemas da Praça: Carioca, América, Art Tijuca. Assisti à chegada da Rua das Flores. Mas assisti, também, ao galopar da violência no bairro. Conforme os anos iam se passando, meus familiares iam tomando mais precauções ao entrar e sair de casa, ao andar na rua, protegendo suas bolsas tanto quanto cresciam a população de rua e as favelas. Até que, quando eu tinha meus 12 anos, surgiu a primeira bala perdida no chão da área comum da vila. Eu já não era mais tão criança e entendi que as coisas, por fim, também não eram as mesmas. Depois dos 20 anos, passei a dividir a casa com uma amiga, também vieram as noitadas, bebedeiras no Otto e no "infechável" bar Estrela, na Conde de Bonfim.
Eu poderia fazer um post inteiro, ou talvez um livro inteiro (como o personagem do filme) falando sobre a Tijuca. Quase todas as minhas boas (e algumas más) lembranças da vida têm o bairro como cenário. É por isso que quando vi aquele primeiro plano no cinema, meu coração, que nunca se soube tão tijucano, ficou feliz. Pena que a felicidade esmoreceu um pouquinho com o andar da sessão, mas apenas "problemas técnicos", eu diria. Achei a fotografia muito escura em diversos momentos e imagino que não tenha sido culpa da projeção. Os chicotes (numa definição rasteira, um movimento rápido com a câmera de um personagem para outro) me incomodaram demais no início do filme. E achei alguns planos bem infelizes, apesar de a maioria ter me agradado muito. No mais tudo ótimo. Roteiro impecável. E personagens muito bem construídos.
A história, situada em 2003, é delicada e mostra uma classe média esquecida pela cinematografia brasileira, apesar de ser esta a que abrange a maior parte da população do país. Sem querer dar qualquer spoiler (existem os que se incomodam com isso, afinal), conto, em resumo, a história: uma família (o pai, Paulo (Chico Diaz), é professor e recebe a proposta de escrever um livro; a mãe, Teresa (Maria Padilha), é comerciante e a filha adolescente, Bel (Isabella Meirelles), está às vésperas do vestibular) se reafirmando como família, núcleo sólido e de apoio mútuo e aceitação. A mulher sonha em ter um apartamento próprio, a filha quer um computador novo e o pai, ser um homem das letras. Mais do que isso, digo apenas que há um triangulo amoroso, e é entre a mãe e, justamente, um apartamento.
Não houve como não sair do cinema um pouco saudosa, mas acima de tudo feliz. Por ter, finalmente, visto meu bairro tão bem retratado através de uma história familiar, sob um olhar tão carinhoso e respeitoso. Recomendo muito que quem ainda não viu, veja. Mesmo que não tenha um coração tijucano como o meu.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Espaguete à (quase) matriciana



Hoje é domingo, pé de cachimbo. Dia mundial da macarronada na minha casa. Dessa vez foi (quase) matriciana. E como vocês já devem ter percebido, boa parte das receitas desse blog é ou será "à (quase) alguma coisa". Isso é porque receita boa é receita que a gente faz pensando na gente e em quem vai comer. Daí algumas adaptações sempre acontecem. Essa receita é bem rápida de fazer e, convenhamos, no calor que está fazendo nesse Rio de Janeiro, só dá pra "pilotar o fogão" se for em altíssima velocidade. Vamos à receita, então.

Ingredientes (para 4 pessoas):

Para a massa:
- 1 pacote de 500g de espaguete
- água em quantidade suficiente para cobrir a massa com bastante sobra na panela
- 1 colher de sopa de sal
- óleo (vou no olho, mas calculo que 2 colheres bastem)

Para o molho:
- 1 lata de tomate pelado picado
- 2 copos pequenos (daqueles usados para cachaça) de vinho do porto (se não tiver, serve vinho tinto de mesa suave)
- 1 cebola média cortada em cubinhos
- 1 dente grande de alho espremido
- azeite (vou no olho, mas calculo que 4 colheres de sopa sejam suficientes)
- 6 tiras de bacon fatiado cortado em pedaços pequenos (ou: metade daquela embalagem vermelha de bacon fatiado da Perdigão. Ou: as duas porções daquela embalagem de 140g de bacon em cubos da Sadia)
- sal a gosto (costumo colocar 1 colher de sopa)
- açúcar a gosto (costumo colocar 4 colheres de sopa, dependendo da acidez do molho de tomate)
- folhas de manjericão a gosto
- queijo parmesão ralado em tiras a gosto


Como fazer:

Coloque o azeite numa panela e refogue a cebola e o alho, junte o bacon e deixe fritar bem. Coloque uma medida do vinho do porto para o refogado pegar o gosto dele. Em seguida, junte o tomate pelado e o caldo que vem na lata. Enquanto isso, para fazer o espaguete, deixe uma outra panela com a água esquentando até ferver.
Vá regulando o sal e o açúcar do molho, conforme seu gosto e mexendo. Acrescente a outra medida do vinho, misture e deixe em fogo baixo por mais ou menos uns 5 minutos e está pronto!
Nesse meio tempo a água do macarrão já deve ter fervido. Ponha o óleo, o sal e a massa, que deve ficar totalmente submersa. Mexa de vez em quando com um garfo até ficar cozido. E escorra. Massa e molho prontos, é só juntar os dois no prato e ser feliz. Eu, que tenho paladar infantil, gosto de colocar bastante parmesão fresco ralado em tiras. Maridón gosta de colocar as folhinhas de manjericão (como na foto acima).

Observação: Não sei precisar o tempo de cozimento do espaguete e a quantidade de água, faço "no feeling", mas tenho duas opções pra ajudar os marinheiros de primeira viagem:
1. seguir as instruções da embalagem, que são mais específicas.
2. colocar sempre muita água. Já para o tempo de cozimento, eu vou pela cor da massa. Assim que começa a cozinhar, ela fica meio transparente e vai ficando opaca conforme cozinha mais. Ou seja, quando ficar bem opaca e mais amarelada, é só tirar. Sempre fica no ponto perfeito.
Outra dica é: se você for demorar a servir o macarrão, para não perder o ponto, molhe com água fria, para que ele esfrie e não fique cozinhando no próprio calor.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Praia ordenada


Hoje fui à praia e em verdade vos digo: foi uma das melhores praia da minha vida. Claro que isso não é assim um mérito tão enorme, visto que vou poucas vezes à praia (nota-se pelo tom naturalmente "moreno" da minha pele). Mas estava tudo tão bom: poucas ondas, mar limpo, pouco vento, sol na medida e água morna (o que no Rio de Janeiro é raríssimo). Eu, que não sei nem boiar, aproveitei e até dei uma entradinha no mar. E, pra completar, ainda encontramos Amanda, sem querer, no meio da rua, e fomos todos juntos. Delícia em boa companhia. Mas quero falar mesmo sobre o choque de ordem.
A operação reduziu drasticamente a quantidade de barracas na praia e padronizou as cores dos guarda-sóis alugados. (nem vou comentar o absurdo social que é tirar o sustento de diversas famílias com essa medida) Apesar de achar bonitinho a praia com cores mais uniformes, imaginei que assim seria difícil alugar guarda-sóis ou cadeiras, mas foi tranquilo. O ponto é que, por ser um dia de semana, a praia estava cheia, pero no mucho. Para um domingo de verão, fica a dúvida. Em compensação, permanece a (para mim, triste) certeza de que a praia é um espaço "legalizado", se é que você me entende.
Fiquei muito feliz, com o fato de o choque de ordem ter levado embora aquelas insuportáveis rodas de altinho e duplas de frescobol de perto do mar. Só com uma mãozinha do governo pros cariocas aprenderem que o espaço público é... público.
No mais, estavam vendendo todos aqueles itens tão polêmicos pelas areias: queijo coalho, mate de latão e coco. Vale notar que ao fim do dia (saímos de lá por volta das 19:30 e levando todo nosso lixo arrumadinho para a lixeira) a praia estava imunda. Cheia de cocos espalhados, inclusive. Alguém ainda acha que nosso prefeito estava errado quando nos chamou de porcos? Porcos, sim, mas com vista pro mar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Modo randômico ativado


- Natal e réveillon foram os melhores, depois de muitos anos! :-) Como comprovam as fotos no meu flickr.

- Ando com uma super vontade de fazer risoto de porcini na cachaça... Mas e a disposição de encarar o calor das panelas nesse verão Rio 40º?

- Já bem recuperada da mini-internação do primeiro fim de semana do ano. Ainda tô com uma bela "tatuagem" (um hematoma lindo, de 4 dedos de largura, graças a uma enfermeira altamente qualificada que estava colocando o acesso no meu braço), mas tudo bem. O coração, ou como diz minha amiga Ive, "o capenga", já anda batendo no ritmo normal. É só que ele não tá acostumado com tanto amor, estranha e dá esses sustos na gente.

- Assisti ao "Nova York, eu te amo" esses dias. E apesar de uns mal educados na plateia, adorei o filme. Comparando com o "Paris, eu te amo", ele é mais bem costurado e coeso. No "Paris" os curtas ficam bem identificados, no "Nova York" as histórias são interligadas e menos estanques. Outro a que assisti foi o "Abraços Partidos". Penélope Cruz transborda da tela, como sempre. A paisagem de Famara é deslumbrante. Gostei, como sempre gosto de Almodóvar, mas assumo que gostei bem menos do que esperava gostar.

- Tá vindo BBB aí. Por mim, eu nem vejo. Mas o maridón, que tem uma relação profissional com o programa, costuma acompanhar e aí, pronto, acabo vendo também. Eu não tenho nada contra nem a favor do programa. Acho interessante como fenômeno e parte de uma espécie de revolução dramatúrgica da TV mundial. Mas isso realmente não me faria assistir ao programa. (aliás, por mim, nem teria TV em casa, porque simplesmente não sinto falta. Não porque "TV emburrece". Apenas não tenho o hábito de assistir. Uns DVDs no computador e boas idas ao cinema me são suficientes) Mas se tem uma coisa que me irrita nessa história de BBB é gente que fica enchendo o peito pra dizer que detesta o programa, como se isso fosse um aval para o caminho da suprema genialidade. Menos, galera, menos.

- Amanhã vou bater muita perna por aí para começar a fechar os últimos detalhes da nossa viagem de setembro. E é inevitável me assustar por ter planos de tão longo prazo. (sim, 9 meses = longo prazo no meu planeta). Aliás, se alguém tiver alguma dica de hospedagem boa e de preço razoável em Nova York, por favor, mail me (é daniellevidigal no gmail.com).

- Diz que a Zara tá bombando na liquidação, hein!? "Corrão"! Mas esse ano tô querendo mesmo é a da Totem.

- Já estamos no dia 8 e parece que o réveillon foi ontem... Meldels!

- Tá vindo carnaval aí, né? Todo um preparo psicológico sendo iniciado. Não que eu não goste. Pelo contrário. O problema é que de uns anos pra cá a coisa tem ficado tão lotada que eu simplesmente desisti.

- Eu prefiro emails a telefonemas.

- Bora dormir, né?

Espetinhos de verão



Receber os amigos em casa nesse calor é um desafio às habilidades culinárias de qualquer um. Porque precisamos servir coisas gostosas, fresquinhas e que não nos façam assar na quentura da cozinha. Na última reuniãozinha aqui em casa, fiz um tabule (fiz de cabeça, mas da próxima vez anoto a receita direitinho e posto aqui) e esses espetinhos da foto (que nem está assim tão boa, mas tá valendo), além do bolo de chocolate e otras cositas más.
(Caraca! Agora que percebi que ainda não postei a receita do famoso bolo de chocolate com calda de brigadeiro no blog. Postei só a do brigadeirão! E todo mundo que me pede a receita, eu falo: "tem no blog". Aloca! Próximo post vai ser essa receita, então. Viva a esclerose precoce!)
Então, sem mais delongas, primeiro post do ano, primeira receita do ano: espetinhos de verão.

Ingredientes:

- 6 tomates grandes
- 1 peça de queijo minas
- 2 cebolas médias
- azeite a gosto (isso vai no olho mesmo, mas chuto que umas 3 colheres de sopa sejam suficientes)
- orégano a gosto (eu uso 3 pitadas pra não ficar muito "carregado")
- palitos


Modo de preparo:

Corte as cebolas em camadas, como na foto. (É simples: é só cortá-la em quatro partes, em formato de cruz, de cima pra baixo, soltar as camadas e cortar em pedaços menores) Em uma frigideira tampada e em fogo baixo, refogue as cebolas, o azeite e o orégano. Mexa de vez quando, até que fiquem amolecidas e com a coloração mais opaca (como na foto). Reserve e deixe esfriar. Enquanto isso, corte o tomate e o queijo em pedaços de tamanho mais ou menos iguais. Faça os espetinhos com um pedaço de tomate e um de queijo. Agora vem a cebola, e você tem duas opções: ou espetá-las com o tomate e o queijo no palito ou deixá-las separadas perto dos espetinhos, para que só quem goste de cebola as espete e coma na hora de se servir. Tudo depende do seu "público alvo", porque tem muita gente que não come cebola, afinal.
E pronto. Simples, rápido e delicioso.
UPDATE: O ideal é que todos os ingredientes estejam geladinhos, claro.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Diarinho


Quando eu era mais nova, todo mês de dezembro, escrevia na agenda um balanço do ano que tinha passado e listas de resoluções de ano novo. Influência das mulheres da família, que sempre faziam listas e deixavam bilhetes pela casa para si mesmas e para os outros. O tempo foi passando e fui fazendo as agendas terem apenas a função a que se destinam: agendar compromissos. Veio a internet, fiz uns blogs que eram meio diários, mas não me lembro de ter publicado qualquer balanço de ano passado/resolução de ano novo (mas talvez minha memória esteja me traindo) em algum deles. Hoje em dia até a própria agenda que uso é virtual. Perdi em charme, ganhei em praticidade. Porém, que fique claro, a mania de pequenas listas cotidianas e bilhetes para o marido permanece.
A ausência de um balanço de fim de ano e uma lista concreta de resoluções me dá o álibi de, chegado março, dizer que o último ano foi invariavelmente terrível e que não me lembro mais das coisas que tinha prometido que faria . Assim sendo, esse ano resolvi fazer uma lista de resoluções, escrevê-la e publicá-la aqui. Eu me cobro, tu me cobras, ele me cobra, nós me cobramos.
2009 foi um ano “cheio”, eu diria. Me mudei e passei a trabalhar em casa. Voltei a estudar. Voltei a ter um blog. Fiz boas viagens com meu querido e nos divertimos. Aliás, dei a ele sua primeira (pequena) festa surpresa. Fiquei feliz por tê-lo deixado feliz. Consegui ficar um pouco menos crítica, um pouco menos impaciente, um pouco menos pessimista. O ano, que começou com a meta: “por um 2009 mais fofo” (piada interna), termina com a lição de que amigo é quem é (e isso não é piada interna). Ou “não se pode servir a dois senhores” nem ser o “senhor” desse tipo de “servo”. No mais, tudo bem, nada de muito diferente.
Depois do balanço, as metas. E, depois de muito pensar, descobri que posso dizer que minha meta é uma só: tentar ser mais equilibrada nas minhas emoções/ações/reações. E um bom ano novo pra todos nós!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Segredo



Desde criança tenho fascínio por chuva e dias chuvosos. A sensação de pequeneza e de imensidão que algumas pessoas têm com o mar, eu tenho com a chuva. Pensem que, nós, humanos, cidadãos urbanos, que vivemos em grandes metrópoles, temos controle sobre tantas coisas. Mas não temos e nunca teremos controle sobre a chuva. A intensidade com que cai, o tempo que dura, quando cai e o estrago que faz. Quando eu era criança gostava da chuva por causa do barulho, que acalmava, apesar de (ou talvez por) toda a excitação que ela traz aos adultos (feche as janelas pra não molhar tudo!, corre pra tirar a roupa do varal!, ligue pro fulano e avise que está chovendo muito aqui!, onde está meu guarda-chuva?). Sabe aquele barulhinho que preenche, que te tira do silêncio que ensurdece? Pois.
Lembro do dia em que eu queria muito que minha mãe ficasse comigo em casa e caiu uma chuva muito grande e ela não saiu. De todos os meus aniversários em que choveu, das aulas de catecismo a que não fui por causa de um temporal. Das vezes em que deprimida, na adolescência, tudo que eu queria era um dia cinza, e ele vinha. Do dia em que minha avó estava no mercado, caiu um toró, nossa rua alagou e ela ficou lá no meio, ilhada, até um vizinho ir buscá-la, dando as mãos a ela pra, juntos, vencerem a correnteza. Nesse dia eu aprendi que os adultos que eu admirava e costumavam me proteger não eram onipotentes, podiam precisar de ajuda e, o pior: eles podiam morrer a qualquer momento. Eu tinha 6 anos. E eu sempre pedi chuva.
Hoje sinto a chuva como uma quase extensão de mim. Gosto do barulho, do cheiro, da temperatura que muda, da umidade, das cores. Quando chove, me sinto acolhida, compreendida e fico bem. A chuva, bem como eu, não sabe (ou talvez não queira) dosar intensidade. Faz bem e faz mal. Germina a terra e destrói barracos. A chuva é a natureza presenteando ou se vingando. Seja lá por quê.
E, segredo: hoje, no meio da tarde ensolarada, eu, muito chateada da minha vida, pensei: "como eu queria que caísse um mundo de chuva hoje, um temporal". Só assim, pra que o cinza de fora justificasse o cinza de dentro. Pra que a beleza dos raios fosse completada pela violência das águas. Mais uma vez, eu fui atendida.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Formspring

Tô lá, né?
Tem umas perguntas irritantes de responder, mas é bem mais legal do que chato. A gente brinca de entrevistar e ser entrevistado. Vão lá: www.formspring.me/daniellevidigal

O natal e as tatuagens



Ainda que a Leader Magazine tenha mudado sua clássica musiquinha, já é natal! Com isso, listas de presentes e, consequentemente, shopping, lojas e vendedoras. Vendedoras costumam ser aquele tipo de pessoa de quem você só não quer mais distância do que do seu dentista. E nessa época muitas são recém-contratadas, por isso, inexperientes e lentas. Ou seja: suplício triplicado. Você entra, elas te abordam com três saudações (tática de guerrilha de vendas), "olá, boa tarde, seja bem vinda!", e, no meu caso, vem a quarta, mais dolorosa e histérica: "aaaaaaiiii, que tatuagem liiiiiinda". E metem a mão no meu braço ou nas minhas costas (onde tenho duas das tatuagem preferidas das vendedoras psicopatas). Nessas horas mil coisas passam pela minha cabeça, mas a principal é: "Por que eu não entrei na loja do lado?". Claro que isso acontece o ano todo (e não só com vendedoras, que fique claro. Manicures também fazem essas coisas), mas em dezembro eu frequento mais shoppings, o que faz tudo ser mais sofrido.
Tudo isso tinha me inspirado a brincar de escrever uma espécie de "manual de etiqueta para lidar com pessas tatuadas", mas lembrei de um post maravilhoso da Cris, do Hoje vou assim que já faz isso lindamente. Não só esse post, o blog dela é super criativo, vale a visita. Vão .

"16 ou 17 coisas que você precisa saber sobre uma pessoa tatuada.
(Por Cris Guerra)

1. Não, ela não quer falar sobre isso.

2. Sim, ela teve coragem. Ao contrário de você, que está pensando em fazer uma tatuagem há 14 anos.

3. Não, ela não se arrependeu.

4. Ela é tatuada, não tatuadora. E não quer dar a você todas as dicas de como, onde, quando e que desenho tatuar.

5. Cuidado com perguntas do tipo “Você trabalha com tatuagem?” se não quiser ouvir respostas do tipo “Sim, eu não tiro a tatuagem para trabalhar”.

6. A não ser que pinte um clima, não saia botando a mão.

7. Não, ela não é um outdoor, nem um pássaro, nem um avião. Pessoas tatuadas não gostam de ser assistidas como se fossem um filme. Nem de ser observadas e avaliadas como num programa de calouros. Evite dar voltas em volta dela, olhando de cima a baixo.

8. Pode parecer estranho, mas, não, ela não quer chamar atenção. Pode parecer ainda mais estranho, mas as tatuagens são desenhos dela para si mesma, não para os outros. E têm muito mais a ver com o que ela quer dizer para si mesma do que para o mundo.

9. Perguntas do tipo “E essa aqui, o que significa?” só significam uma coisa: você é um chato. Gostaria de ouvir perguntas do tipo “O que significa o seu cabelo chanel?”

10. Proibido fotografar, filmar, tocar ou comer no recinto.

11. Não, ela não quer pensar em um desenho para você tatuar.

12. Sim, ela respeita se você achar ridículo. Mas nem tudo precisa ser dito. Ou ela será obrigada a opinar sobre o seu enorme brinco de pena.

13. Doeu, sim. Mas o que dói mesmo é esse seu olhar de turista.

14. Sim, ela já sabe que você é louco pra fazer uma, mas nunca teve coragem. A pergunta é: “E daí?”

15. Não, ela não tem tatuagem onde você está imaginando.

16. Sim, ela trabalha num lugar muito democrático. Ou usa terno e gravata. "

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

para não perder o embalo

500 domingos de todos nós



Domingo de verão no Rio. Tarde quente, sol, eu, cinco amigas e o marido em casa. Champagne pra brindar o reencontro de ex-colegas de trabalho, amigas “da vida real”; coca-cola; água; gelo (tá calor!); tabule; biscoitinhos; geleias; espetinhos de queijo minas e tomate com cebolas cozidas ao azeite e orégano. E bolo de chocolate com calda de brigadeiro, claro. Aqui não tem lei antifumo, então, cigarrinhos também, com direito a muito papo colocado em dia na varanda florida. Ao fim, “500 dias com ela” no telão. Ou, para ficar mais condizente com a temperatura carioca, “(500) Days of Summer”.
Eu e Dodô já tínhamos visto no cinema. E foi um prazer rever. Fiz cinema, mas odeio o pedantismo que todo mundo adquire quando se mete a comentar filmes por aí. Me atenho a dizer que me lembra Amélie Poulain (por causa do narrador e da cena em que Summer é apresentada), é bonito e bem espertinho. O tipo de filme que (quase) todo jovem gostaria de ter realizado. (aconselho baixar a trilha, que é dessas pra você se pegar cantarolando no metrô, indo pro trabalho) Eu realmente não fui arrebatada por essa zooeydeschanelmania, mas gostei muito do filme e ainda mais da Summer. E é só por isso que esse post existe.
Achei curioso o fato de que muitas pessoas têm a Summer como uma vilã. Uma mulher malvada, que maltrata o pobrezinho apaixonado. Mas, ei, não é bem assim. Tom sabe desde o início que ela não quer compromisso e não acredita no amor (seu amigo avisa: “she’s a dude!”) e mesmo assim investe no relacionamento. Um pobre garoto apaixonado? Não. Uma história como tantas outras: uma pessoa apaixonada por outra nem tanto assim. Com um bônus pra Summer: desde o início ela deixa claro que não quer ser nada de ninguém. Ainda assim ela se envolve (anda de mãos dadas, fala de coisas que nunca havia falado antes), só que não o bastante. Eles terminam (por vontade dela). Tom fica arrasado. Quando o casal se reencontra numa festa de casamento de uma amiga em comum, ela é carinhosa com ele e não conta que está com outra pessoa. Malvada? Não acho. Talvez eu mesma já tenha feito isso anos atrás. Talvez estivesse simplesmente esperando para ter certeza de algo. Ela tenta manter contato, e o convida para uma festa no “nosso terraço” (uma pista de que há alguém na vida dela e esse alguém não é Tom). Ele vai esperando ser recebido como o namorado que era, mas é só mais um amigo. Summer está forçando a barra para ser amiga do ex? Possivelmente. Mas quão duro é perder de vista uma pessoa de quem você gosta?
Não condeno. Talvez eu mesma já tenha feito isso anos atrás. Quando eles conversam, ao final do filme, Summer está com cabelos compridos, vestida de maneira diferente da habitual. Summer mudou. Está casada. Como ele mesmo questiona: “se ela nem queria ser namorada de alguém, como agora pode ser esposa?”. Acontece. Infelizmente não aconteceu com eles dois. Mas o que viveram modificou a vida e a personalidade de ambos (ele finalmente larga o emprego tedioso que tinha para se dedicar à arquitetura). Ela, que não acreditava em amor, de repente está casada. Como? Summer diz: “I woke up one morning and I just knew”, Tom: “Knew what?”, Ela: “What I was never sure of with you”. É triste. Mas é uma história como tantas outras. Da minha vida e da de todos nós. Talvez não se tenha agido sempre 100% corretamente. Mas só nos (maus) filmes as pessoas são coerentes e bondosas o tempo todo. Na (boa) vida real, erramos e acertamos. E isso não nos faz vilões. Já tivemos, todos, os nossos dias de Summer e os nossos dias de Tom. Talvez já tenha havido um dia em que eu ouvi de alguém: “eu apenas não quero rotular, vamos deixar as coisas como estão. Você não está feliz assim?”. Talvez eu mesma, um dia, tenha dito a um ex qualquer: “Eu adoraria ter largado tudo para viver com você em Londres. Mas, quem sabe um dia?”. E, veja bem: ninguém mentiu.
Quase todas as meninas aqui concordamos: Summer não é vilã, é gente como a gente. Um dia nos magoamos, outro dia magoamos alguém. E que tédio seria uma vida plana. E sem bolo de chocolate com calda de brigadeiro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Porto Alegre

Coloquei as fotos da viagem no meu Flickr. Mas segue uma pequena amostra aqui:

Pôr do sol no Guaíba.

Livros na feira.

Dodô no Porão do Beco.

No Parque da Redenção.

Adorei tudo. Especialmente o ar 70's das construções e cores da cidade. Espero voltar logo!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Petit Gâteau



Depois que comi o MELHOR petit gâteau de toda mi vida em Porto Alegre, resolvi que iria eu mesma em busca do pequeno bolo perfeito. Tentei essa receita. Ficou ótimo, mas o de Porto Alegre estava mais sequinho por fora. Seguirei tentando.
Bom, tradicionalmente, a sobremesa consiste em juntar o bolinho com uma bola de sorvete de creme e calda de chocolate. Eu, que não sou muito fã de sorvete de creme ("sorvete só de chocolate, tio!") e gosto mesmo é do bolo, como puro mesmo. Dei para a moça que faz faxina aqui em casa provar e ela gostou. Maridón também. Então, receita aprovada, vamos a ela.

Ingredientes:
200g de chocolate meio amargo (usei da Nestlé, mesmo) bem picado
2 colheres de sopa de manteiga
50g de açúcar peneirado
2 colheres de sopa de farinha de trigo peneirada
2 claras batidas em neve
4 gemas peneiradas
manteiga para untar as forminhas
Nescau (ou outro achocolatado em pó) para untar as forminhas

Modo de fazer:
Em banho maria, derreta o chocolate e a manteiga. Quanto mais o chocolate estiver picado, mais rápido ele vai derreter (lembremo-nos do Professor Wendel, ensinando química e dizendo que quanto maior a superfície de contato, maior a velocidade da reação). Tire do fogo, acrescente o açúcar peneirado e misture. Coloque e mexa as claras em neve e depois as gemas peneiradas. Por fim, acrescente e misture a farinha de trigo também peneirada. Vai ficar assim:



Aí é só colocar a massa em forminhas untadas com manteiga e achocolatado em pó (nunca unto nenhuma forma para doce com farinha, sempre com chocolate ou açúcar, fica bem mais gostoso) e mandar pro forno. Eu pré-aqueci o meu a 230º. Agora, quanto ao tempo de cozimento, sinceramente, esqueci de contar. Mas você pode saber se está bom abrindo o forno e cutucando com uma colherzinha. Se já estiver soltando fácil e não muito úmido, está ok. Como esse bolo não leva fermento, não tem problema abrir o forno, que não vai solar. Eu usei aquelas forminhas de empada (foram 12 delas) porque não tinha as de petit gâteau. Vou ali comer mais um antes de me arrumar pra estreia da Coordenadas de Verão.

Sobre Porto Alegre, nesse feriado vou colocar as fotos no flickr, aí o diarinho será concluído. ;-)

sábado, 14 de novembro de 2009

Diarinho Porto Alegre

Ontem acabou que choveu quase o dia todo, mas no meio da tarde deu uma boa estiada e voltou a chuviscar no final do dia.
Almoçamos com Hermes, Arlise, Ana, Verônica e mais muitas pessoas. Nesse almoço comi o MELHOR bolo de chocolate de todaminhavida na sobremesa. Até pedi a receita pro chef. :-p
Depois, corremos para o bate-papo com o Dodô na Casa do Pensamento, na Feira. Foi bem legal, estava cheio e ele mandou muito bem. A Rocco ainda mandou vários livros dele para serem vendidos ali na hora, inclusive o dificílimo de encontrar "Pessoas do Século Passado". Acabando o bate-papo, nosso querido Hermes nos ciceroneou maravilhosamente numa visita ao Mercado Público. O prédio é muito bonito, os artigos vendidos são da turma dos 3 B's, como dizia minha avó: "bons, bonitos e baratos". Compramos linguiça cortada na faca e a cuia de chimarrão que minha mãe pediu. Bancas de vinis raros, música ao vivo e debates acalorados acontecendo no local. Porto Alegre, sim, é uma cidade cultural. Compramos pêssegos. Os meninos se deliciaram. Eu, nem tanto, como só a bela foto tirada desse momento ímpar poderá mostrar em breve.
Depois voltamos à Feira para deixar o peso todo das compras e fomos encontrar o Vitor na instalação "Absurdos", da Bienal do Mercosul. A instalação é bem interessante. Vale a visita. Fora o bate-papo, que foi excelente. Com direito à constatação de que o mundo ama o Rio, os cariocas ainda duvidam um pouco do próprio amor (com razão, creio eu). E consegui ver o pôr do sol do Guaíba. Sensação de ser ainda menor perto de tanto. Cariocas todos fossem, palmas bateriam (como no Posto 9).
Fomos, então para o Shopping Moinhos, encontrar o Fabrício e ver um pouco da cidade. Minha primeira impressão de que a cidade se parece com São Paulo mas é mais arborizada veio a baixo. Em algumas partes do Centro, isso até é verdade. Mas no resto, parece mesmo é com Buenos Aires, mi querida ciudad. Bela: prédios antigos bem conservados, muitas árvores e lugares bem produzidos. O shopping Moinhos é micro, mas tem uma loja da Farm enorme, a quem interessar possa.
Jantamos, isso lá para as 23h, no famoso Ateliê de Massas. Super bem decorado, com uma variedade louca de antepastos e uma massa bem caseirinha. Recomendo.
Hoje a programação tem Fundação Iberê Camargo, mais Feira, passeio pela Padre Chagas, Sul Bazar, MARGS, cerveja na Cidade Baixa, Porão do Beco (onde Dodô vai discotecar) e mais o que puder acontecer.
Tô com muita preguiça de tirar as fotos da câmera, principalmente porque estou usando o mac do Dodô, e, como se sabe, acho mac um saco, então prefiro evitar a fadiga. Fotos só no Rio. Avisarei.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Diarinho Porto Alegre

Realmente, fiquei sem o meu PC aqui. O cabo não serve, como eu supunha. Estou usando o mac do Dodô e eu acho um saco usar mac. Serei sucinta.
Assim que el maridón llegó, fui com ele almoçar. Depois, fomos andar pela Feira. A Feira é bem grande e estruturada. Sinceramente, não se compara à Bienal do Livro. Achei bem melhor aqui. A Feira é anual, o que já denota o maior interesse dos gaúchos pela leitura, fica no Centro da cidade e é de graça. Ou seja, acesso fácil e verdadeiramente democrático. Uma pessoa vem várias ao evento tranquilamente. A praça é toda arborizada, o que faz o ambiente ficar ainda mais agradável. A variedade de livros e editoras é enorme. Enfim, a Feira dá de mil a zero na nossa Bienal. E adorei conhecer as meninas da produção.
Finalmente, deu-se meu encontro com o Guaíba. Devo dizer que é impressionante a distância entre as margens do rio. Especialmente para uma carioca que tem o Maracanã como referência de rio. Achei bonito e espero ansiosamente pelo por do sol, assim que o tempo deixar.
Passeamos um pouquinho pelo Centro e minha impressão de que as pessoas andam devagar, se fué. Prédios bonitos e várias fotos legais, que tô com preguiça de tirar da câmera agora. Mas, em breve.
Depois voltamos pro hotel pra descansar um pouco (afinal, tínhamos dormido umas de 3, 4 horas, nas duas noites anteriores) e finalmente fomos jantar com o querido amigo Hermes. Excelente papo e companhia. :-)
Hoje, acordei, me arrumei toda pra ir ver "as modas" no famoso bairro Moinhos de Vento e passear no Mercado Municipal, quando abro a janela e vejo: é O Dilúvio, com direito a raios e trovoadas. Uma pena. Missão adiada. Agora é descansar mais um pouco e esperar a chuva passar. Bem que o Hermes avisou que a previsão do tempo não era das melhores.
À tarde, Dodô vai participar de uma atividade da Feira.
Mais notícias em breve.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Diarinho Porto Alegre

Reativei o blog só para poder postar daqui de Porto Alegre. E fazer o diarinho da viagem.
Cheguei no hotel às 11h, depois de um grande golpe de sorte (depois de tantos perrengues com passagem, eu merecia). Comprei minha passagem para um voo com escala (que era beeem mais barato) e acabei sendo transferida para um voo direto não sei porquê. Mas agradeço aos deuses já que com isso acabei chegando aqui até antes do previsto.
O taxista foi muito simpático, mas na medida. Gostei. Fiquei com a impressão de que o táxi aqui é mais caro do que no Rio, apesar de a bandeirada ser menor.
No hotel, arrumei as coisas e fui direto pro tal shopping que tem no anexo porque NECESSITAVA fazer as unhas (não consegui tempo de fazer no Rio e vim toda cutilenta e descascada pra cá).
Almocei, fiz as unhas no tal shopping e voltei pro café do hotel, porque o meu notebook, sei lá por que motivo não tem entrada pro cabo que me deram pra ligar na internet. Esperarei o maridón, para resolver isso, porque eu sou "uma hippie da informática". Enquanto isso, uso o cyber café.
Bom, minhas primeiras impressões são:
1. a cidade (só vi o caminho de carro do aeroporto até o Centro, posso mudar de opinião ainda) parece São Paulo, só que com muitas árvores bonitinhas e sem engarrafamento. Todavia não tive o tão esperado encontro com o Guaíba. Acho que isso será decisivo na minha impressão definitiva sobre a cidade.
2. As pessoas andam muuuuito devagar. Que agonia.
3. A manicure e o taxista foram simpáticos na medida e nada invasivos. Adorei. Quem dera no Rio fosse assim...
4. As mulheres todas andam mega maquiadas aqui. Até adolescentes almoçando no shopping, de uniforme e maquiagem pesada ao meio dia de uma quinta feira. E, sim, apesar (ou por causa) do excesso de maquiagem (na minha humilde opinião carioca) as gaúchas são realmente muito bonitas.
5. Tem vários argentino nesse hotel! Acho divertido! :-)

Claro que essas são só primeiras impressões de uma volta no shopping do hotel. Outras virão. E tô com boas expectativas. Porto Alegre promete!
Em breve, fotos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As minhas aventuras na academia


Esse é para vocês terem noção do tipo de pessoa que eu sou na academia. Eu costumo usar lá a mesma estratégia que usava na escola: entrar e sair sem falar com muita gente (excetuando-se aqueles que conseguiram ter saco e conquistaram minha amizade para todo o sempre, vide Rogério, Lia e Daniel, meus miguxos dessa época) e nunca dar muita bola pro que se passa ao meu redor. Antissocial (não é burrice, é acordo ortográfico)? Blasé? Não sei, sei que me poupava de ter que conviver com pessoas que eu considerava idiotas e, principalmente, de ser zoada por qualquer motivo, já que as pessoas deviam ter medo de mim, com aquela cara... Ok, aprendi a ser mais phyna no trato com os humanos em geral. Mas na academia, eu preciso voltar a agir desse jeito. E ainda conto com uma ajuda extraordinária: os fones de ouvido. Mesmo que eu nem esteja ouvindo música, ou que esteja dando para ouvir o que as pessoas estão falando, eu sempre finjo que tô super concentrada nas minhas musiquinhas. Tática de guerrilha.
Mas pra vocês terem a REAL noção do tipo de pessoa que eu sou na "cadmia", vou contar um resuminho do que aconteceu hoje.
Chego eu com uma sacola de papel higiênico, que tinha comprado antes no mercado (pra levar pra casa, evidentemente) e meus clássicos óculos escuros. Penduro minhas bolsas e vou pra bicicleta, lendo a Super Interessante e ouvindo música. 12 minutos depois e eu fingindo que tinha passado 25, saí da bicicleta me perguntando porque as pessoas passavam e me olhavam. Eu fiz todos os longos 12 minutos de óculos escuros! Lindo, muito lindo.
Tirei os óculos e fui "puxar ferro", com musiquinha, claro. Que me ajudava a não ouvir o interessantíssimo papo de umas pessoas que não sabiam o termo exato, "se esqueceram", para quando você quer tirar uma matéria do curso da faculdade atual que você já fez em outro (isenção, seria) e eu querendo rir, com tanta amplitude de vocabulário e conhecimento do próprio ambiente acadêmico.
Enfim. Sei que estava muito calor (o verão voltou) e eu fui parar um pouco debaixo do ventilador. Em 30 segundos, eu estava espirrando, claro. Sou totalmente alérgica e rinítica. E estava espirrando muito. As pessoas na paranoia da gripe suína, até olhavam, mas nada comentavam. Voltei pros exercícios e uns 10 minutos depois, outra menina começou a espirrar. E vários coleguinhas zoando, dizendo pra ela o que não não disseram pra mim: "é gripe suína? hahaha. Ih, porquinha, sai daqui". ¬¬
E ficamos então, com a moral da história de hoje: "A escola realmente nos prepara para a vida".

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Pra constar: devo dar uma sumida até a próxima sexta, porque estou com bastante trabalho. Mas na volta, voltamos com tudo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Rumo aos 30



Daqui a pouco menos de um mês completo 27 anos. Tendo em vista que os 30 se aproximam e, segundo consta, eles são mais amigos das leis da física do que de nós, mujeres, comecei a tomar algumas medidas. A primeira: entrei numa academia. Nunca malhei na vida. Fiz apenas 2 anos de aulas de dança do ventre quando ainda era adolescente (ok, pode rir). Depois, nada vezes nada. Para completar, estou a léguas de distância de ter uma alimentação saudável (mas já comi pior, believe me). Acho que agora, o mínimo que faço é retribuir à natureza todos os 26 anos de moleza que ela me proporcionou. Academia! Malho aqui perto de casa. Na primeira semana, fui todos os dias (5 vezes). Na segunda, fui 3. Na terceira, não fui porque estava de férias. E essa (quarta) semana fui ontem e devo ir mais 2 outras vezes. Não gosto de academia, nunca gostei. Mas agora tenho tido (um pouco de) disciplina porque tô com medo de tudo cair antes da hora. Detesto fazer bicicleta. Mas tem que fazer, né? Então, fico lá 15 minutos e digo pro professor que foram 25. (certamente, meu corpo também acredita que eu fiz 25 minutos ao invés de 15. A-han) Já a musculação, faço com menos sofrimento e agora, tô começando a conseguir cumprir quase toda a carga de peso que me foi estipulada. Estava realmente muito fraca (e ainda estou), mas sinto que melhora a cada dia. Faço tudo com as musiquinhas que saem do meu celular berrando no ouvido, porque, né? não se sabe o que é pior: música ou papo de academia.
A segunda grande medida foi: creme para o rosto. Mais uma vez, aqui entra a benevolência da natureza com a minha pessoa. Nunca usei nada na pele, mal uso maquiagem quando saio (só rímel, lápis e batom, raramente sombra) e assumo: tenho muito nervoso de ficar com a sensação de pele melada. Mas, os tão assustadores 30 anos estão aí. E sei que em se tratando de pele o que a gente faz agora dá resultados muito válidos lá na frente. Assim sendo, comprei esse creme, que está na foto que abre o post. Ele é indicado para quem tem mais de 25 anos e promete ajudar a criar novas células e rejuvenescer a pele. Usei ontem, só. Achei que a textura da pele ficou como se eu tivesse passado protetor solar, um pouco pegajosa. Mas é só na hora de dormir, então dá pra aguentar. O duro meeeesmo é ter disciplina de passar esse troço sempre. Porque sempre tem aquele dia em que a gente dorme vendo TV, que chega bêbada em casa, etc, etc... Veremos. Daqui a um mês, eu conto como foi e se está dando algum resultado.

Oui, Oui


Quase desisti de fazer um post pra esse bar a que fomos no sábado, comemorar o aniversário de uma amiga. O Oui Oui não tem site, mal tem informações na internet (apesar de já ter lido bastante coisas em jornais impressos), não tem fotos e, assim, o maior trunfo do lugar, que é a decoração, se perde. (A única página relevante sobre o lugar é esta, da RioShow e eu discordo praticamente de tudo o que disseram. :-p)
Mas mudei de ideia, porque achei que algumas pessoas pudessem gostar. Minhas considerações, afinal:
o lugar é LINDO. A decoração é, sinceramente, das mais bonitas que já vi. Dois salões super retrô: o primeiro todo em art déco e o segundo tem uma vibe 60's. Adorei.
O atendimento foi bastante atencioso e cordial. Excetuando-se o fato de que um garçom me indicou uma caipivodka de LIMA (sendo que eu pedi a sugestão deixando claro que eu não gosto de frutas, queria alguma coisa que não tivesse um gosto muito forte. E ele me manda beber um troço que mais parece perfume. Antes tivesse tomado a de limão, mesmo) e, mesmo vendo que eu não consegui tomar mais do que 3 goles, não teve a iniciativa de perguntar se eu queria trocar o drink. E também uma pequena discussão sobre horário e fechamento de mesa entre dois funcionários que não estavam de uniforme (presumo que sejam gerentes ou mesmo sócios) na minha frente (cliente), enquanto eu fumava na área externa. Nada disso é muito grave, claro. Mas são pontos a ser observados.
E, o principal: os comes e bebes. O Oui Oui se propõe a ser como um bar de tapas, já que tudo vem servido em porções bem pequenas. E realmente é uma proposta legal: você pode experimentar mais de uma opção sem dor na consciência. Tudo parece muito gostoso. Pedimos dois pratos. A frigideira de batatas com bacon estava di-vi-na. A batata sequinha, crocante por fora, macia por dentro. Agora, nossa segunda opção, explica a foto do wafer aí em cima e me fez chorar de tristeza: filé mignon ao capim limão. Eram 4 pedaços de wafer de limão em formato de carne. Sério. Eu vi que tinha carne ali, eu estava comendo carne. Mas o gosto dela não sei pra onde foi. Era limão puro. E ó que eu a-do-ro esse biscoito da foto. Quanto às bebidas: uma longuíssima e excelente carta de bebidas, mas a um preço realmente salgado. Uma capivodka custava quase R$13,00 (e eu ainda bebi de LIMA, ecat), por exemplo.
Mas não pensem que não gostei. Acho que minhas frustrações com a caipivodka e a carne foram por culpa de más escolhas minhas (houve um amigo que gostou do filé, mas ele tem aquela mania pentelha de achar que comida boa é comida "diferente". Qualquer dia vai comer biscoito de limão com gosto de filé mignon e achar "gourmet"). Vários outros pratos pareceram muito gostosos e tinha muitas opções de bebidas. O lugar é LINDO e pretendo voltar pra tentar ser mais feliz nas minhas escolhas gastronômicas.

Férias no Rio - parte 2


Conforme prometido: a parte final das nossas férias. Além da farra gastronômica, Dodô queria muito pular de paraquedas mas não conseguiu por causa do mau tempo. Eu nem me meto com essas coisas, porque fumo e bebo o suficiente para considerar que pratico esportes radicais com frequência. É provável que ele faça isso esses dias.
O resto foi hotel. Passamos um dia num hotel aqui perto de casa, mesmo. Mas vou dizer que foi ótimo. Sauna pra ele, internet pra mim (oh, I'm addicted). E o melhor: refeições sem ter que lavar a louça, arrumar a casa, lavar toalha... Um descanso às vezes cai bem, né? Acho que todo mundo que fica de férias deveria fazer isso um dia. Não sai tão caro e proporciona um "relax" absoluto. Ficadica: procure um hotel perto da sua casa e seja feliz!

domingo, 2 de agosto de 2009

Pra melhorar um pouco o domingo


Que eu tenho um bode eterno de domingos, isso é sabido. Que eu evito sair de casa aos domingos, também. E aí, enquanto Dodô assiste ao 24 Horas (por que essa fascinação masculina coletiva com o Jack Bauer, né?), estou bisbilhotando o site The Selby. Muitos já devem conhecer, mas com certeza outros tantos não conhecem. Então, acho que vale um post.
O Selby, é o site onde Todd Selby disponibiliza fotos de "pessoas interessantes e seus espaços criativos". Na época em que estávamos nos mudando (em janeiro desse ano), visitávamos muito o site para coletar ideias bacanas de decoração para o nosso novo lar, doce lar. Adorava ver as fotos de paredes cheias de quadros, como a que temos na nossa sala, mas não gostava (e continuo sem gostar) dessa ondinha de toy art.
Hit do site, as fotos da casa de Michael Stipe são uma excelente forma de começar a se aventurar por lá. (uma delas é a foto que abre esse post)
Você ainda pode comprar o livro com as fotos e aquarelas (cada ensaio é ilustrado com uma aquarela dos personagens) parisienses ou o
poster com um mix das imagens do site, feito pelo Jonathan Zawada.
Então, está esperando o que pra tentar dar uma animadinha no seu fim de domingo? Vai !

UPDATE:
Uma foto da nossa parede da sala:

Mais fotos do nosso lar, doce lar no meu flickr e no flickr do Dodô

sábado, 1 de agosto de 2009

Brigadeirão de microondas


Já que estou sozinha em casa, vendo os programas ma-ra-vi-lho-sos do Discovery Home & Health (neste momento está no ar "Jon & Kate + 8"),nada melhor do que uma super comfort food: brigadeirão de microondas!

Ingredientes:
- 1 lata de leite condensado
- 1 caixa de creme de leite
- 4 colheres de sopa bem cheias de achocolatado em pó (eu uso Nescau)
- 3 ovos (com a casca lavada para evitar salmonella, please)
- 1 colher de sopa de manteiga
- chocolate granulado

Modo de fazer:
Coloque todos os ingredientes (menos o granulado) no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Unte um refratário de pudim com margarina e coloque a mistura dentro dele. Leve o refratário ao microondas por 9 minutos. Caso goste dele mais molinho, coloque menos tempo, e se quiser mais consistente, aumente o tempo no forno. Desenforme num tabuleiro adequado e coloque o granulado em cima. Espere esfriar um pouco e coloque na geladeira. Mas, claro, nada impede que você já vá comendo mesmo ainda estando quente. Comfort food não pode ter regras. ;-)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Férias no Rio - parte 1

Como já falei por aqui, tiramos férias de uma semana no Rio, mesmo. Infelizmente, estamos sem nossa câmera digital, então, estou colocando fotos dos sites.

Começamos no Zuka. E ele foi alçado ao posto de meu restaurante preferido. Decoração moderna mas aconchegante, atendimento eficiente e comida perfeita a preço justo. Começamos com o "Zuka na Pedra" (espetinhos de shitake, palmito, queijo coalho, camarão, polvo, kafta, batata com tomate e linguicinhas). Depois Dodô foi de Ceviche e eu de Filé Mignon com Cebola Caramelada. De sobremesa, sorvete super cremoso de tapioca. Acho que foi a melhor refeição que já fiz num restaurante brasileiro (porque a melhor de todas considero o Lomo al Malbec con Zanahorias Salteadas, do La Ochava, de Buenos Aires).
Nossa segunda aventura foi no Antiquarius. Eu, que estava sem fome (heresia das heresias), fiquei apenas no couvert (que é bem servido, mas nada extraordinário). Dodô comeu Lagosta com Arroz de Passas e Couve na Manteiga. O lugar é muito bonito, decoração super clássica, o atendimento é extremamete solícito, comida gostosa, mas achei, sinceramente, que não vale o preço que cobra, apesar de entender porque é tão caro.
No dia seguinte, Porcão Rio's.
Acho que nem preciso comentar muito. A vista é divina (e fez um dia lindo), o atendimento é muito bom, a carne está sempre muito gostosa, no ponto certo, e o buffet é bastante variado. Vale muito a pena, apesar de o preço ser um pouquinho salgado para uma moça que não come tanto. :-p
No dia seguinte, começou a chover e resolvemos pedir em casa, mesmo, a Feijoada do Bar Casa Brasil (eles não têm site), que fica na Praça São Salvador e do qual somos frequentadores assíduos. Ele era um grande "pé-sujão" e virou um "pé-limpão" após a recente reforma. Como disse, frequentamos muito o lugar. E vale a pena. O chopp de lá é muito bem tirado, atendimento camarada e os petiscos são muito bons. Aliás, estou indo pra lá agora encontrar amigos. See ya!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ele não para de falar



Em nosso primeiro dia de férias no Rio, assistimos ao documentário "Coração Vagabundo". Como é sabido, sou uma pessoa que implica com Caetano Veloso. Ou melhor, era. Depois do filme, confesso, fiquei mais simpática a sua persona.
A primeira pessoa que aparece no filme, não à toa, é Paula Lavigne. Chamando e dando autorização para a câmera adentrar o cômodo onde Caetano está nu (nudez tão breve e distante que não choca nem uma irmã carmelita). Metáfora fácil para o que se segue: um Caetano desnudo aos olhos do espectador, mas sempre sob a supervisão de Paula. Ali fica nítido que é ela quem "põe ordem na casa". Na cena em que ela, se despedindo de Caetano, fala repetidas vezes para que ele não esqueça de levar as próprias chaves consigo quando sair, não consegui deixar de me identificar. Todos sabemos, afinal, como homens criativos, em maior ou menor grau, necessitam de mulheres com senso prático por perto. Opostos que mais do que se atrair, se complementam e completam. (e não me chamem de machista, se quiserem invertam os papéis: uma mulher criativa precisa também de um homem pé-no-chão)
O filme acompanha a turnê do Foreign Sound e mostra Caetano, as foreign as his songs, caminhando e falando pelas cidades por onde passa. Apesar da chatíssima e tremida câmera na mão, belas imagens saem dessas conversas. O som também, nessas cenas, em muitos momentos deixa a desejar. Uma pena.
Há também cenas de shows. Num backstage, Caetano diz que está preocupado com sua voz, que precisa ficar calado para se apresentar. No entanto, começa a dizer que o documentário ficará parecido com um filme de Bergman, um homem em silêncio, com uma parede ao fundo. E começa a divagar sobre cinema, lembra-se então de Antonioni e aí surge o momento mais delicado do filme: a emoção do cineasta revendo um trecho de seu próprio filme, descrito por Caetano, e se emocionando. (Amo Antonioni, diretor de 2 de meus 5 filmes preferidos)
O depoimento de Almodóvar sobre o cantor também é especial. E ainda melhora quando Caetano depois o complementa, falando sobre a magia que envolve sua persona, que nada mais é do que aquilo que se mostra ali: um homem simples, divertido, leve, um cara que viveu em Santo Amaro até os 18 anos. Nada perto do cantor agudo de Cucurrucucu Paloma.
A imagem que ilustra o post é de quando Caetano diz que está triste da sua vida pessoal e não quer falar disso. E eu digo: até em silêncio, Caetano fala.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Rio de Janeiro é nossooo!!!

Eu acabo de entregar meu copi pra editora e como o maridão tirou uma semaninha de férias, vamos passá-la turistando no Rio. Hoje, primeiro dia das férias dele, aproveitamos para resolver aquelas coisinhas chatinhas que sempre ficam pra depois. Furamos parede, trocamos torneira, essas coisas. E fomos ao cinema, o que será tema do próximo post.
Os próximos dias serão de passeio no Leblon, no Centro e visita a restaurantes pela cidade. O Rio de Janeiro sempre tem alguma coisa legal a nossa espera. Descobriremos o quê, nesta semana.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Frango à (quase) baiana



A foto não ficou muito legal (quase me esqueci de tirar). Mas sempre que faço essa receita todo mundo adora. Ontem teve um jantarzinho com um casal de amigos aqui em casa e não foi diferente. Todos repetiram. E o melhor: ela é bem simples e rápida de fazer (em torno de uma hora só). Vamos lá!

Ingredientes:
- 1,2 kg de filé de peito de frango
- 2 tabletes de caldo de galinha
- 1 lata de tomate pelado*
- 1 cebola média
- 2 dentes de alho
- azeite
- sal
- açúcar
- 1 lata de milho verde
- 1 sachê de 250g de Catupiry
- 100g de queijo parmesão ralado em tiras

Modo de preparo:
Em uma panela grande, coloque 2 litros de água para ferver. Quando ferver, dissolva os 2 tabletes de caldo de galinha e coloque os filés de frango limpos (em alguns mercados vendem já vendem assim). Deixe cozinhando, sem tampar a panela, em fogo alto por 25 minutos.
Enquanto isso, vá cortando a cebola em cubinhos* ou do jeito que você souber, desde que os pedaços sejam pequenos. E descasque e amasse o alho*. Reserve os dois.
Abra a sua lata de tomate pelado e corte os mesmos em pedaços pequenos, juntando o caldo da lata ao final. Reserve também.
Tire o frango da água, espere esfriar um pouquinho pra não queimar a mão, e desfie*. Reserve.
Pegue uma panela média, cubra seu fundo com uma camada fina de azeite, e coloque no fogo baixo pra esquentar um pouco, jogue a cebola e refogue até ela amolecer um pouco. Junte o alho e refogue mais um pouquinho, sem deixar que ele frite. Coloque o tomate pelado e o caldo todo na panela, misture bem e prove. Aí você vai sentir o quanto precisa colocar de sal e açúcar pra ficar do seu gosto. Coloque sal e açúcar a gosto (eu coloquei 1 colher de chá rasa de sal e 3 colheres de sopa rasas de açúcar, mas fica a seu critério, vá provando e colocado um de cada vez, aos poucos para não exagerar, mesmo porque cada lata de tomate vem com um nível de acidez diferente.). Junte o milho verde, o frango desfiado, misture e deixe cozinhando por uns 5 minutos, com a tampa aberta, mexendo de vez em quando.
Coloque tudo num pirex, espalhe um fio de azeite por cima dele todo, e cubra com o catupiry e o queijo ralado. Leve ao forno pré-aquecido a 280º (alto) por 20 minutos, ou até que fique gratinado ao seu gosto.
Pronto!

Rendimento: 6 pessoas

* em breve um post com dicas sobre o assunto e outras coisas básicas de cozinha para inciantes.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Alice



Hoje foi divulgado o primeiro teaser do "Alice no País das Maravilhas", do Tim Burton. No Youtube tinha, mas eles já tiraram do ar e estão tirando do ar toda vez que alguém sobe o vídeo, então fica esse link pro Uol.
"Alice no País das Maravilhas" era o meu desenho animado preferido da Disney quando eu era criança. Quando li o livro, já era adolescente e também adorei. Meu livro está todo sublinhadinho, cheio de anotações sobre trechos, muito engraçado reler essas coisas hoje em dia... Como eu era boba (e que bom!).
(Outra produção da Disney que amo é Mary Poppins. Mas esse não está sendo refilmado por ninguém, ao menos por hora)
Depois de ver o teaser eu fiquei ainda mais curiosa pra ver o filme. Tenho certeza que vou adorar, mesmo achando que ele está um pouco mais aterrorizante do que o que eu gostaria de ver. Sou uma moça sensível, afinal. :-p
Chega logo, 2010!

UPDATE: Meu querido Du, agora em versão brasiliense, indicou um tumblr maravilhoso: cliquem. Adorei!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Iniciando os trabalhos

Esse deve ser o quê? O quinto blog que tenho? Provável. Espero que esse dure mais que os outros, porque realmente acho a ideia (sim, já estou no novo acordo ortográfico, ou pelo menos tentando estar) simpática.
A ideia surgiu de tanto eu ouvir pessoas me dizendo: "Jura que você cozinha? Gosta de cuidar da casa? Fica batendo perna em shopping? Não acredito!!! Mas você não tem a menor cara de que gosta dessas coisas de 'mulherzinha'!". Sempre me perguntei o porquê de as pessoas acharem isso. É porque eu tenho várias tatuagens? Ou será porque quando sento num bar meu fígado se comporta praticamente como o de um beatnik? Porque comecei a trabalhar e fui morar sozinha aos 19 anos? Talvez porque eu fale palavrão demais? Ou porque sou formada em cinema e meninas que fazem cinema são modernas demais pra se dedicarem a "afazeres domésticos"? Bom, eu ainda não descobri o motivo, e resolvi que não quero mais descobrir. Mas resolvi que vou fazer um blog. Um blog pra falar de todas essas coisas que ninguém acredita que nós, mulheres modernas façamos e gostemos de fazer e otras cositas más también, claro, porque muita limitaçãozinha não é comigo.
Então, muito prazer, meu nome é Danielle, tenho 26 anos (quase 27), sou produtora, formada em Cinema, copidesque, revisora, tradutora (de espanhol), estou (re)fazendo faculdade de Letras (inglês dessa vez). Sou casada com um homem maravilhoso, gosto de cozinhar, cuidar da nossa casa e nossa gatinha, a Ana, e apreciar uma boa vodka de vez em quando. Até breve!
 
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